Pumpkin Patch

March 24, 2007

O forno

Filed under: Jack in the Box - The Pumpkin King @ 3:52 pm

Não olhes muito demoradamente para o fogo, ó homem! Nunca sonhes com a mão ao leme! Não vires as costas para a bússola; aceita a primeira sugestão da cana do leme, ao ficar presa; não acredites no fogo artificial, quando o seu rubor faz todas as coisas parecerem espectrais. Amanhã, à luz natural, os céus estarão fulgindo; aqueles que brilharam como demônios nas chamas bifurcadas de manhã se mostrarão com um aspecto muito diferente, pelo menos mais suave; o sol luminoso, dourado, alegre, é a única lâmpada verdadeira: todas as outras são mentirosas!

Não obstante, o sol não esconde o sombrio pântano da Virgínia, nem a malfadada campanha de Roma, nem o vasto Saara, nem todos os milhões de milhas de desertos e mágoas debaixo da lua. O sol não esconde o oceano, que é o lado sombrio da terra e soma dois terços desta. Assim, portanto, aquele homem mortal que tenha em si mais alegria do que tristeza não pode ser verdadeiro: não será verdadeiro, mas pouco desenvolvido. Com os livros dá-se o mesmo. O mais verdadeiro de todos os homens foi o Homem das Aflições, e o mais verdadeiro de todos os livros é o de Salomão: o Eclesiastes é o magnífico aço forjado da dor. "Tudo é vaidade." TUDO. Este mundo voluntarioso ainda não se apossou da filosofia não-cristão de Salomão. Mas aquele que evita hospitais e prisões e caminha depressa ao atravessar cemitérios e prefere falar de óperas a falar do inferno; que chama Cowper, Young, Pascal, Rousseau, de pobres-diabos enfermos, todos eles, e através de uma vida descuidada jura em nome de Rabelais, que toma como sumamente sábio, e portanto jovial; esse homem não serve para sentar-se em lápides sepulcrais e quebrar a cabeça, verde e úmida, com o imperscrutavelmente maravilhoso Salomão.

Mas o próprio Salomão declara: "O homem que se desgarra do caminho do entendimento permanecerá" (isto é, mesmo quando vivo) "na congregação dos mortos". Não te entregues portanto ao fogo para que ele não te vire e enfraqueça, como temporariamente fez comigo. Há uma sabedoria que é aflição; mas há uma aflição que é loucura. E há em certas almas uma águia de Catskill, que tanto pode mergulhar nos mais negros desfiladeiros, como voar de novo a grande altura e tornar-se invisível nos espaços cheios de sol. E, mesmo que ela voe para sempre no desfiladeiro, esse desfiladeiro fica nas montanhas; assim, mesmo em sua mais baixa descida, a águia da montanha ainda voa mais alto do que outros pássaros sobre a planície, mesmo quando alto voem.

- Moby Dick, Herman Melville -

March 8, 2007

Lista de livros estranhos - 03

Filed under: Jack in the Box - The Pumpkin King @ 4:58 pm

 

 Deve ter sido best-seller.

March 7, 2007

Lista de livros estranhos - 02

Filed under: Jack in the Box - The Pumpkin King @ 4:35 am

 

Ah. O turismo. 

March 6, 2007

Final Fantasy VII no PlayStation 3

Filed under: Jack in the Box - The Pumpkin King @ 5:33 pm

Eu não sabia. Fui procurar hoje no You Tube a abertura do Final Fantasy VII, pra rever alguns detalhes e achei esta nova versão que eles chamam de "Technical Demo for PS3". Ou seja, eles refizeram a velha abertura no PS3.

Bem. É bonita. Mas não fiquei animado com um possível remake (não sei porque eles atiçam os fãs com estes demos sendo que dizem que não tem previsão de fazerem um remake). Primeiro porque é totalmente FF VII: Advent Children, ou seja… Todo mundo já viu isso. Se eles não tivessem lançado o Advent, eu teria ficado empolgado. Segundo porque isso é CG. Movie Scene. Eu queria ver o jogo, mesmo, os bonequinhos andando e lutando. Isso nunca mostram nos previews. A Square-Enix (empresa que faz o game) é muito esperta.

O pior de tudo, no entanto, é o Cloud pulando de cima do trem e olhando pra câmera com o maior olhar gay do mundo. Quando eu vi não acreditei. "O que É isso?" Ele faz isso no antigo? Não. Não, por favor, não desse jeito. Eu não tinha imaginado assim. Tinha imaginado que ele dava um pulo escondido, sem muita pompa, quero dizer, o Cloud nessa época não era um pop star (AHAHAHA), ele era todo desmotivado, um mercenário sem perspectiva, que estava sempre com aquela expressão clássica de: ¬¬

Esse pulo dele estragou qualquer perspectiva que eu tinha do remake do FF VII no PS3. Se fizerem, não vai ser FF VII. Vai ser Advent Children com cobertura gay extra.

Cada vez mais me convenço do efeito George Lucas. Que o antigo era melhor, porque eles não tinham tanta tecnologia pra fazer o que suas mentes bregas queriam. Eles deixavam espaços vazios em várias coisas e você os preenchia com o que quisesse da sua cabeça. E assim surgiam os grandes épicos.

Lista de livros estranhos - 01

Filed under: Jack in the Box - The Pumpkin King @ 4:51 pm

 

Resfriado, talvez?

 

March 5, 2007

What’s Eating You?

Filed under: Jack in the Box - The Pumpkin King @ 3:12 pm

Não se engane. What’s Eating Gilbert Grape não é exatamente o que poderíamos chamar de bom filme; mas é agradável o bastante para se assistir em uma manhã desocupada de domingo. Desocupada mesmo, se não quiser ficar se remexendo no sofá de maneira incessante, esperando que algo de interessante aconteça. Se tem uma coisa que eles conseguiram com o filme, foi passar a sensação de uma cidadezinha onde nada acontece, pois não acontece muita coisa no filme também. O tédio permeia na cidade, abatendo o protagonista Gilbert (Johnny Depp), e abatendo assim também o espectador. Apenas a simpatia por Gilbert pode fazer com que você continue vendo o filme, enquanto pensa "Espero que ele consiga mudar de ares".

O mais interessante do filme, no entanto, é ver Johnny Depp com o cabelo longo de um tom castanho-avermelhado, a mesma jaquetinha marrom que não tira durante o filme inteiro - mesmo se passar um período considerável de tempo, como um ano - e Leonardo DiCaprio no papel do irmão mais novo de Gilbert, Arnie, um deficiente mental, finalmente um papel adequado à ele. Ahahah. Brincadeira. Ficou muito boa sua atuação.

Não sei exatamente porquê. Mas nunca gostei muito da Juliette Lewis.

 

March 1, 2007

Agora um pouco de Anime, pra animar.

Filed under: Jack in the Box - The Pumpkin King @ 7:41 pm

Finalmente os fillers (enchição de linguiça, enrolação) de Naruto chegaram ao fim. Isso significa que (supostamente) Naruto vai voltar a ter sua qualidade normal com a nova saga Naruto - Shippuuden. Passaram-se dois anos e meio. Naruto retornou à Konoha depois do tempo que ficou treinando com um dos lendários Sannins Jiraiya. Todos os ninjas principais que eram crianças cresceram. E a Akatsuki, um clã maligno, finalmente começou a atuar. Os primeiros três episódios que já  saíram são bons, mas ainda estão um pouco enfadonhos, sem a qualidade do passado. Vamos esperar. O quarto episódio sai amanhã pela internet. Você encontra episódios em arquivos torrents neste  site, em ótima qualidade. Há arquivos com legendas em português na sessão International Releases.

Falando em Naruto, estes dias assisti de novo os especiais do Kenshin (os 4 episódios em que  contam como ele se tornou o Hitokiri Battousai) e acho que entendi melhor as motivações dele desta vez. Quando ele tentou ser um herói, só tornou-se uma ferramenta em nome de uma causa duvidosa e então desistiu de ser quando pôde. É uma história muito triste, onde Kenshin, no fim, tenta apenas ser uma pessoa feliz, quando tudo termina.

Woke up this morning

Filed under: Jack in the Box - The Pumpkin King @ 3:15 am

Às vezes penso que entendo essas pessoas que ficam se lamuriando da vida. Mas não as que fazem publicamente, e sim as que fazem secretamente, só para si mesmas, ou em seus blogs. Não é agradável de ler como uma peça ou um trecho construtivo, tampouco é bem escrito, mas acho que é algo que pelo menos serve de alguma coisa para elas. Tem pessoas que choram escondido também. Ou as que ficam num estado sério-melancólico pra sempre. Eu sou desse tipo.

E posso dizer, não é uma preferência. Não sou assim porque me forço a tal. É como uma conserva. Um pepino se transformando em picles porque passou um tempo no líquido. É como você, vivendo em um ambiente em muito tempo, ter se adaptado. Como um animal selvagem que não consegue-se domesticar. Simplesmente isso.

O que eu não entendo: Pessoas que acham que você pode sair disso assim, por livre vontade mágica. Quero dizer, que olham pra você e dizem coisas como "anime-se, a vida é bela", ou "expanda seus horizontes, vamos em festas e baladas", "seja menos exigente", "seja mais sociável", "não se limite". Não que eu acho estes argumentos inúteis. Eles são totalmente válidos. Mas eles não me trouxeram nenhuma diferença notável, quando eu os fiz.

Parecia que eu estava fingindo. Havia aquele entusiasmo do novo, do estar fazendo algo diferente… Mas no fim, o que realmente me trazia felicidade, era minha vida pacata; a leitura de um livro; ver um filme; jogar um jogo; escrever um conto, romance; conversar por toda uma tarde sobre coisas mundanas com pessoas que eu tinha algo em comum; o silêncio, apreciar o silêncio.

Eu nunca fiz estas coisas porque me considero parte de um grupo seleto, um intelectual, que renega a tudo o mais. Eu fiz porque… eu fiz. É o que eu faço. Ahahah. Não tem muito o que pensar a respeito. As pessoas confundem este estado de seriedade com tristeza, mas eu não me sinto triste. Não é isso. É mais como os personagens do Bill Murray. Se você não entendeu o que eu disse, assista qualquer filme do Bill Murray, que vai entender.

Entendo que muitas pessoas me vejam como alguém limitado, infeliz, que leva uma vida vazia. Mas acho que não posso fazer muito a este respeito. Não posso esperar ser visto como eu me vejo.

Hoje eu tive um dia meio ruim. Uma pessoa importante pra mim não estava falando direito comigo, e eu fiquei sozinho por um tempo. Não durou muito, mas neste tempo, eu pude refletir sobre estas coisas. Como o que eu faria quando terminasse de afastar ou de me afastar de todas as pessoas que eu conheci. E a resposta foi, nada. Eu ia ficar comigo mesmo. E pela primeira vez na vida, eu fiquei confortável com a idéia, porque eu gosto de como sou agora. Justamente porque finalmente parei de "expandir meus horizontes" e dei a chance de me conhecer como realmente era. De ficar com os meus gostos. E de viver de acordo com o que acredito. E isso não é limitado. É muito mais expansivo.

A vida é uma coisa difícil. Não gosto de vê-la com arco-íris por todos os lados, porque isso não existe lá fora. Ela é toda incerta e cinzenta, sempre alguém vai pisar em vc se puder, seus amigos vão mudar, seu trabalho nunca vai reconhecer seu potencial, você nunca vai conseguir estudar em uma instituição muito boa, seus pais vão se separar, sempre vai chover na sua cabeça, etc, etc. A vida é uma guerra. E acho que um amigo é alguém que, ao invés de tentar poupá-lo disso, ou mesmo lhe convencer do contrário, lhe prepara para a guerra com o que sabe.

O arco-íris existe, sim, dentro de você. Quando você se humaniza sabendo tudo o que você é e o que pode se tornar. Atinge o estado supremo do seu espírito, seja lá qual for (baladeiro, artista, engenheiro, mecânico, anti-social, nerd, hippie, enfim) e vive de acordo não com regras, planos ou "ditames da bela vida", mas com você e aqueles que preza e é prezado. Você tem de criar a sua bem-aventurança sozinho, e não esperá-la do mundo. Você tem de lutar por ela. E assim, você vai fazer a vida valer a pena.

Pois embora eu possa dizer que entendo quem vive de lamúrias, isso também não leva a lugar nenhum (também o fiz). Mas eu tendo a apreciar mais estas pessoas que as que ficam dizendo que está tudo bem e que o mundo é um grande teatro de maravilhas. Porque não é. A não ser que você o FAÇA para aqueles que gosta, ao invés de ficar falando. E não adianta dar o segredo da sua bem-aventurança pros outros, e sentir pena deles não o seguirem, porque é óbvio que também não funciona. Se funciona pra você, ok, fico feliz, mas assim como há as chaves, também há as fechaduras, e cada um tem a sua própria.

Um velho amigo, que hoje também está distante, um dia me convidou pra assistir uma peça, "Quando Nietzsche chorou". Esse amigo é (ou era, não sei mais) do tipo "veja isso, e tire algo pra vc". Eu não sei o que ele esperava de mim, ou o que acha que eu tirei… Mas eu gostei mto de ver, pq… Nietzsche era um maluco, mas ele dizia "Lembra-te de quem tu és". Ele não podia ser feliz seguindo os dogmas da sociedade, ou os dogmas de outro maluco. Ele tinha de ser ele, mesmo que achasse isso triste, porque se ele parasse de ser ele, não haveria mais Nietzsche.

E acho que é isso que acontece com as pessoas, muito, hoje. Elas, em busca da felicidade suprema ou sei lá o quê, ficam se mudando por isso e aquilo, e acabam não sendo mais as mesmas. Sim, pessoas mudam… Mas eu acho que a essência deve sempre permanecer intacta. Porque afinal, onde estaria a humanidade, então?

Tem esta música, que é para pessoas que tem um mal dia, eu acho. Eu prefiro músicas assim do que músicas falando sobre a multi-beleza no coração dos homens ou as que falam sobre o amor de uma forma brega, cheia de "Eu" e "Nosso" no meio. Certamente alguém diria que eu gosto de ficar na fossa, mas não posso fazer nada a respeito dessa pessoa, digo mais uma vez. Ahahaha. Divirtam-se com a letra, e até uma próxima.

Woke Up This Morning, Nazareth

Woke up this morning
My dog was dead
Someone disliked him
And shot him through the head

I woke up this morning
And my cat had died
I’m gonna miss her
Sat down and cried

Came home this evening
My hog was gone
The people here don’t like me
I think I’ll soon move on

And now somethin’s happened
That would make a saint frown
I turned my back and
My house burned down

Woke up this morning
My dog was dead
Someone disliked him
And shot him through the head

I woke up this morning
And my cat had died
Don’t you know I’m gonna miss her
Sat down and cried

February 24, 2007

GOD-MAN

Filed under: Jack in the Box - The Pumpkin King @ 4:39 pm

The Superhero with Omnipotent Powers!

The God-Man Fan Page

February 23, 2007

Transações maliciosas e ilegais

Filed under: Jack in the Box - The Pumpkin King @ 6:37 pm

Outro dia descobri que sou um criminoso. Fui entrar no meu blog através do meu notebook para postar algo a esmo e dei de cara com a seguinte mensagem (adaptada, aqui):

"Erro 403.

Você não pode entrar no blog por termos constatado que seu IP esteve envolvido em atividades maliciosas e/ou ilegais."

Bem. Eu não roubei nenhum banco. Nem invadi computador de ninguém. O máximo de ilegalidade que eu faço é baixar coisa por bit torrent, eu acho.

Fiquei pensando então que meu notebook é malicioso, um imigrante norte americano que veio para cometer atos ilícitos no paraíso virtual brasileiro. Ele age quando eu estou dormindo, ou deixo-o ativo com downloads enquanto saio de casa, e lá deve estar ele, desviando dinheiro para alguma conta nas Ilhas Canários.

O engraçado é que a polícia não descobre. Quem descobre é um blog. Quem poderia dizer que eu seria rejeitado até mesmo por meu próprio blog, que me considera malicioso. Ahaha. Bem. Não é de se espantar, ia acontecer cedo ou tarde.

O que aconteceu no meu feriado? Chocolate. Pringles. Chocolate. Marshmallow. Bolo. Privacidade. TV a cabo. Gilmore Girls. That’s 70 Show. Scrubs. Seinfeld. Filmes legais. Filmes sem graça que você só coloca pra fingir que está assistindo. Tédio. Chocolate. Família que não é minha. Cama de casal. Armário do tempo da minha avó, quando era viva (ou antes). Portas trancadas. Beijos. Abraços. Aniversário dela. Presentes. Jantares em restaurantes quase todas as noites. Inglês. Sol. Resfriado, mesmo assim. Passeios de carro. Aulas de história. "Típica Colônia Alemã". Risos. Sono que não se consegue vencer. Ela dormindo no meu ombro.

Bem. Foi divertido. Ahahah.

Estou postando do trabalho por enquanto, até ver se consigo convencer meu notebook a parar de ser tão malicioso.

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